GALERIA

miocárdio [myocardium]

solo de dança/performance interativa (3 catástrofes sobre o prazer - 1° solo)

 

Este solo tem cerca de 13 minutos, e o marine é utilizado para controle de iluminação e sonorização. Motivada em sua carreira a trabalhar primordialmente com hardware, Sofia cria tensões entre o high-tech e o low-tech, colocando em cheque o que é comumente entendido como tecnológico. Por meio de manipulação de luz, de velas a luminárias que respondem ao movimento da performer, a tecnologia resurge neste solo como a reinvenção do velho e a possibilidade de criar sensações por mágica, enquanto o campo simbólico do feminismo e do prazer dão a tônica do discurso político-afetivo da performance, que passa por sedução, discurso científico, ritual e auto-reflexão sobre o corpo.

bim bom

solo de dança/performance interativa (3 catástrofes sobre o prazer – 2° solo)

 

Este solo tem cerca de 15 minutos, e o marine é usado para controlar projeção de imagens. Heitor lida com o peso das imagens na vida dos indivíduos, por meio do desenvolvimento de uma dança do esforço físico e da repetição. Um cenário é constituído por projeções de imagens pornográficdas de sexo gay, que modifica-se e interage espacialmente de acordo com os movimentos do performer, criando um ambiente que é ao mesmo tempo opressivo e atraente. O solo também carrega uma forte reflexão sobre a experiência da juventude homossexual no século XXI, ao questionar o afeto, a solidão e a estigmatização da identidade pelo sexo e pela prática sexual.

projeto melancia [watermelon project]

solo de dança/performance interativa (3 catástrofes sobre o prazer – 3° solo)

 

Este solo tem cerca de 30 minutos, e o marine é usado para controle de iluminação e sonorização. Este solo foi desenvolvido a partir da pesquisa de Luiza sobre as tensões e conflitos entre esforço-peso e gozo-leveza. Usando um sistema de respostas ao dispositivo de captura de movimento, a performer traz ao palco uma melancia - fruta que compõe o paradoxo entre dureza e suculência, o desagradável e o palatável - com a qual ela estabelece um duo, tentando redescobri-la como objeto, corpo, forma e comida. Por meio de suas experimentações corporais e tecnológicas, Luíza aborda o que carregamos conosco e, por carregarmos, nos molda, experiencia, toca e move.

nunca fomos humanos!!1! [we've never been humans!!1!]

solo de dança/performance interativa (3 catástrofes sobre o prazer – 4° solo)

 

Este solo tem cerca de 25 minutos, e o marine é usado para controle de imagens projetadas. Daniel traz à cena uma silhueta, que espelha seus movimentos simulando um esqueleto, e um sistema de partículas de luz que interagem com o performer e o espaço criando um pequeno universo artificial. No seu ambiente, brincando com esteriótipos de dança, remetendo a ações do cotidiano, explorando o sexo e suas possibilidades, enfatizando as repetições de cada experiência, e interagindo com um dispositivo tecnológico que chama à atenção para o corpo - falhando a cada tentativa de emular o movimento humano - ou compondo um universo abstrato - que virtualmente se refere às estrelas, ao caos e ao comportamento do universo - o performer cria tensões entre o humano e o pós-humano, um sujeito que só é cognoscível a partir de sua parte ciborgue, das técnicas que construíu e das tecnologias que o mediam com as coisas do mundo; como encontrar prazer em um corpo que está constantemente voltando-se contra si mesmo?

materia animata

instalação artística interativa

 

materia animata é uma instalação artística com sonorização e iluminação interativos que questiona os limites entre a matéria animada e a matéria inanimada. Executada no marine, um software gratuito e de código aberto desenvolvido pelos autores, ela utiliza um sensor de captura de movimento para controlar 12 lâmpadas penduradas no teto e um conjunto de trilhas sonoras. As lâmpadas e as trilhas sonoras comportam-se de maneira distinta de acordo com a maneira com a qual a audiência interage com elas, mas também de forma não-determinística, e às vezes autônoma. O trabalho estreou no Guiar Festival International de Screendance (Recife/PE, Outubro, 2018) e foi exibido no NIME - New Interfaces for Musical Expression (Junho, 2019). Ele é parte de uma trilogia de instalações em construção, sobre a existência, a vida e a consciência. Veja também a dançarina Bárbara Tedesco explorando a instalação.

Concepção e Programação: Ricardo Scholz

Concepção de Som: Iuri Brainer

Consulte os créditos em cada solo, a seguir.

3 catástrofes sobre o prazer [3 catastrophes on pleasure]

espetáculo interativo

 

Este espetáculo apresenta quatro solos de dança/performance atravessados por relações técnicas e tecnológicas, desafiados a abordar o parzer em algum de seus recortes. Cada um dos solos, que se unificam apenas pelo recorte temático e pela discussão relacional sobre tecnologia e artes performáticas, destaca as pequenas catástrofes e acidentes que ocorrem na busca pelo prazer, bem como pela permanência em seu estado – nunca pleno – e a queda que procede a euforia. Assim, colocando a tecnologia na cena como uma maneira de trocar afetos sobre o prazer, que sempre negocia o corpo como sua estrutura e construto, os performers questionam o que nos punge através da materialidade e virtualidade.

Coreografia e Performance: Sofia Galvão

Direção de Som: Iuri Brainer

Trilha Sonora Original: Iuri Brainer & Samuel Nóbrega

Tecnologia: Ricardo Scholz

Cenário: André Moraes

Coreografia e Performance: Heitor Dutra

Direção de Som: Iuri Brainer

Trilha Sonora Original: Iuri Brainer & Marcello Rangel

Trilha Sonora: Ça Va (par Pilou, 1982)

Tecnologia: Ricardo Scholz

Iluminação: Dara Duarte

Coreografia e Performance: Luíza Lira

Direção de Som e Trilha Sonora Original: Iuri Brainer

Tecnologia: Ricardo Scholz

Iluminação: Dara Duarte

Coreografia e Performance: Daniel de Andrade Lima

Direção de Som e Trilha Sonora Original: Iuri Brainer

Tecnologia: Ricardo Scholz

Iluminação: Dara Duarte